terça-feira, 15 de outubro de 2013

Infertilidade


A infertilidade é um problema que preocupa muitos casais que pretendem ter filhos, mas, na maioria dos casos, ela é revertida com tratamento adequado. Nesta postagem iremos saber um pouco mais sobre este assunto que preocupa muitas pessoas, entender suas causas sendo elas masculinas e femininas, diagnóstico e tratamentos.

Definida como a incapacidade de gerar um filho, depois de um ano de relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem nenhum método contraceptivo, a infertilidade acomete homens e mulheres na mesma proporção, tendo as suas causas em diversos fatores. Infertilidade não é esterilidade. O termo infertilidade indica que a condição pode ser tratada e revertida - implica que pode ser um problema temporário. O termo esterilidade é aplicado a uma incapacidade permanente e irreversível.
Causas

A etapas do processo reprodutivo precisam estar em perfeito funcionamento para ocorrer a gravidez. As principais fases são a ovulação, a captação do óvulo pela tuba, a fertilização deste pelo espermatozoide e, por fim, a implantação do embrião formado no útero.
Fatores Masculinos
Os casos de infertilidade masculina ocorrem em razão de problemas na produção do espermatozoide ou quando este não consegue alcançar o óvulo. São vários os motivos que podem levar o testículo a não produzir ou produzir pouco esperma. Um desses problemas pode estar relacionado às glândulas (hipotálamo e hipófise) responsáveis por estimular a produção de espermatozoides pelos testículos. Alguns fatores como doenças de origem genética, tumores, más-formações, inflamações, degenerações, traumatismos externos ou cirúrgicos, aneurismas, infartos, excesso de hormônios masculinos, diabetes, hipotireoidismo e obesidade, podem fazer com que as glândulas diminuam ou parem de estimular a produção dos gametas masculinos, causando a infertilidade. Alguns problemas nos órgãos que compõem o aparelho reprodutor masculino, como o epidídimo e ductos deferentes, também podem ser responsáveis pela infertilidade masculina.
Outros fatores que podem desencadear a infertilidade masculina são:
  • Homens portadores da Síndrome de Klinefelter;
  • Criptorquidia;
  • Varicocele;
  • Defeitos no cromossomo Y;
  • Orquite viral como a caxumba;
  • Orquiepididimites (consequência das DST’s);
  • Intoxicação ou uso de substâncias tóxicas;
  • Radiações ionizantes;
  • Hipertermia;
  • Presença de anticorpos antiespermatozoides;
  • Doenças como anemia falciforme, cirrose hepática e insuficiência renal.
Fatores Femininos
Quanto às mulheres, problemas como a ovulação são as causas mais comuns da infertilidade feminina. A idade é um fator importante, pois a capacidade que o ovário tem de produzir óvulo cai com a idade, sendo que na menopausa a mulher não produzirá mais óvulo, e, portanto, não poderá ficar grávida. Outros fatores que podem causar a infertilidade feminina são:
  • Excesso de peso;
  • Distúrbios alimentares como anorexia e bulimia;
  • Depressão;
  • Atividades físicas intensas;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Exposição a agentes tóxicos como pesticidas;
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Endometriose;
  • Distúrbios hormonais;
  • Ovário policístico;
  • Insuficiência ovariana;
  • Miomas no útero;
  • Aumento de prolactina no sangue;
  • Cicatrizes no útero em virtude de curetagens;
  • Contrações uterinas que impedem que o espermatozoide fecunde o óvulo;
  • Disfunções na tireoide e nas glândulas suprarrenais.
Diagnóstico
Apesar de parecer complicada, a investigação do casal deve ser objetiva e direcionada às principais causas que levam a infertilidade. Além disso, vale ressaltar: a investigação é sempre do casal, nunca apenas da mulher ou do homem.
Na mulher, os testes básicos que fazemos incluem, a avaliação da ovulação (história menstrual e dosagens de hormônios), o estudo das tubas (histerossalpingografia) e avaliação do útero (ultrassonografia transvaginal). O diagnóstico de endometriose, quando há suspeita, envolve exames de sangue e de imagem (ultrassonografia com preparo intestinal). Apenas quando necessário, podemos lançar mão de testes mais avançados como a ressonância magnética, a laparoscopia, a histeroscopia e a avaliação genética.
No homem, avaliamos a produção de espermatozoides através da análise do sêmen (espermograma). O espermograma avalia o volume do sêmen, o número, a concentração, a movimentação (motilidade) e a forma (morfologia) dos espermatozoides e a presença de inflamação. Quando indicado, solicitamos outros exames como dosagens hormonais, ultrassonografia da região pélvica, biópsia testicular e estudos genéticos do homem, dentre outros.
Tratamento
Antes de pensar em qualquer tratamento de reprodução humana, existem orientações fundamentais a qualquer casal que queira engravidar. Inicialmente, é necessário realizar exames ante natais, como sorologias para HIV, hepatite B e C, sífilis e rubéola. Além disso, no intuito de reduzir o risco de algumas malformações, está universalmente indicada a suplementação com ácido fólico para mulher. Em relação a fertilidade, devemos orientar o casal a manter um peso adequado, hábitos saudáveis de vida e, em caso de tabagismo, tentar parar.
Após a investigação da causa da infertilidade, inicia-se, quando indicado, o tratamento adequado. Este pode ser feito através de cirurgias ou de procedimentos clínicos, Ex:
  • Tratamento Cirúrgico
  • Relação sexual programada (Coito programado)
  • Inseminação intrauterina
  • Fertilização in vitro (FIV)

Referências:
Brasilescola Disponível em: (http://www.brasilescola.com/biologia/infertilidade.htm) <Acesso em 15 de outubro de 2013>
Minhavida Disponível em: (http://www.minhavida.com.br/saude/temas/infertilidade) <Acesso em 15 de outubro de 2013>
Uol Disponível em: (http://saude.hsw.uol.com.br/infertilidade.htm) <Acesso em 15 de outubro de 2013>

Entenda como acontece a Fertilização in Vitro (FIV)


No último vídeo vimos o processo de desenvolvimento embrionário, no qual o ciclo termina com o nascimento. Neste vídeo iremos ver que nem sempre este ciclo se completa, pois as causas de infertilidade são inúmeras, mas as maneiras de trata-las são várias diante disso as imagens a seguir irão mostrar um dos tratamentos de fertilidade uma técnica feita em laboratório processo este chamado de Fertilização in Vitro (FIV) – Reprodução Assistida. O vídeo é legendado... vale a pena assistir é bem interessante.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Onde tudo começa... Desenvolvimento Embrionário


Neste vídeo estão contidas informações muito importantes para sabermos como nós seres humanos nos desenvolvemos diante do processo de desenvolvimento embrionário. Este é um processo incrível que se inicia com a fecundação, desenvolvimento embrionário, desenvolvimento fetal até o nascimento. É fascinante ver a beleza do que acontece em nosso corpo, dentro de nós (mulheres) para a geração de uma criança, um 'ser'. 




Introdução ao Estudo da Embriologia


O que vem a ser a embriologia? Do que ela trata? Quando surgiu o primeiro registro? Quem foi considerado o fundador da embriologia? Nesta postagem iremos ver e compreender esta ciência o que ela estuda e conhecer um pouco de sua historia visando algumas de suas utilidades através de aplicações em vários estudos; tendo como base que a mesma se ocupa das transformações sofridas pelo óvulo até o nascimento. 




Embriologia é a ciência que estuda a formação e o desenvolvimento dos órgãos e sistemas do ser humano. Todo organismo sofre mudanças progressivas durante sua vida. Essas mudanças são muito mais pronunciadas e rápidas nas fases mais jovens do desenvolvimento, principalmente na fase embrionária. E embora o nascimento seja um momento que marca o término de uma fase e o início de outra, não representa o fim dos processos de desenvolvimento humano. A embriologia se ocupa das transformações sofridas pelo óvulo até o nascimento. Em termos didáticos, engloba o período de gametogênese, fertilização, clivagem, gastrulação e organogênese. 

Embriologia como Ciência

O primeiro registro sobre embriologia data do século V a.C, na Grécia, com os relatos de Hipócrates sobre o desenvolvimento embrionário de galinhas e sua suposição da semelhança à do homem. Mas é, o também grego, Aristóteles, IV a.C., considerado o fundador da embriologia. Ele estabelece a embriologia como ciência independente. Seus relatos saem da superstição para a observação, trazendo algumas informações exatas. Seus estudos sobre o desenvolvimento embrionário de pintos e outras aves, de tão bem fundamentados, serviram de base para outros estudos. Aristóteles também formulou claramente a teoria do epigenismo.

Infelizmente só depois da Idade Média é que apareceram os novos dados, com as observações mais precisas de Fabrizio D'Acquapendente (1537-1619), William Harvey (1578-1667) e Marcello Malpighi (1628-1694). A embriologia, porém só veio a se firmar como ciência após os trabalhos de von Baer (1792-1876), considerado o pai da embriologia moderna; foi ele quem identificou o óvulo dos mamíferos, distinguindo-o do folículo de Graaf e também demonstrou a importância dos folhetos germinativos no desenvolvimento embrionário. Só após o estabelecimento da teoria celular (1839) foram lançadas as linhas mestras da embriologia atual.

Utilidade

A embriologia tem ampla aplicação no estudo da anatomia humana, pois fornece uma explicação racional para a disposição e as relações entre os órgãos no adulto, por exemplo, a disposição das alças intestinais, a assimetria dos vasos torácicos e abdominais, a inervação múltipla da língua, a distribuição dos mesmos e etc.
Como a embriologia também estuda as relações entre o feto e mãe ela é indispensável no conhecimento da anatomia e fisiologia materna durante a gestação. Além disso, tem aplicação em toda a medicina, pois nos permite entender as malformações congênitas e dessa forma saber tratá-las.


Referências:

EMBRIOLOGIA vegetal. Unidade 1. Disponível em
(http://www.sate.uece.br/moodle2/pluginfile.php/14675/mod_resource/content/0/Histologia_cap1.pdf). (Acesso em 08 de outubro de 2013)